Sergipana será a única mulher em expedição para a Transamazônica

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whatsapp-image-2020-01-15-at-16-52-44-1-767x1024Um grupo de trilheiros enfrentará o desafio de ir de Sergipe até a famosa (e temida) Transamazônica numa expedição, batizada de Sergipe Transamazônica 2020. O grupo, organizado em um comboio de 13 veículos e 30 membros, tem saída prevista no dia 6 de fevereiro e percorrerá cerca de 14 mil quilômetros de viagem. Mas o fato mais interessante é que no meio de tantos jipeiros, navegadores e “zequinhas” (gíria para ajudantes) haverá uma única mulher. A advogada Jéssica Fraga assumirá o volante de um Troller T4, com direito a levar um kit de maquiagem, que ela mesma diz ser seu amuleto da sorte. “Simboliza o empoderamento da mulher no mundo off-road sem perder o charme e a elegância, mas também sentindo a sensação de viver a adrenalina”.

whatsapp-image-2020-01-15-at-16-52-45-767x1024A expedição, que parte de Aracaju e passa por locais como Paulo Afonso, Salgueiro, Brasília, Cuiabá, Manaus e Santarém foi planejada durante todo ano de 2019. “Ao menos uma vez ao mês nos reuníamos para alinhar a viagem”, relembra Jéssica, que participará de um evento desse porte pela primeira vez. “Será a ‘graduação’ para o meu currículo de jipeira, bem como uma grande loucura, pois serei a única mulher a embarcar na expedição, com a expectativa de enfrentar lama e adrenalina. Off-road também é coisa de mulher”, reforça.

O desafio vai além da severidade da trilha na Transamazônica, que já foi palco de dois Camel Trophy (em 1980 e 1984), tido historicamente como o rali off-road mais difícil do mundo, extinto nos anos 90: todos os trilheiros do grupo terão que estar com carteira de vacinação em dia. “Além disso nos acompanhará também um médico jipeiro”, diz Jéssica. A coordenação da expedição elaborou ainda uma cartilha de convivência dos trilheiros, onde uma das regras básicas é a união com bom senso e o respeito mútuo.

whatsapp-image-2020-01-16-at-11-02-14-1024x768A jipeira assumirá o volante a partir do estado de Rondônia, dividindo o volante com o marido, o engenheiro Horácio Fraga. “Devido à quilometragem do percurso haverá o revezamento de pilotos. Por exemplo, em meu caso, a cada tanque de combustível trocaremos a direção, que será compartilhada com meu marido. Vale lembrar que cada veículo terá de dois a três componentes, ou seja o piloto, o ‘zequinha’ e, em alguns casos, o navegador”, detalha.  Para deleite dos jipeiros, a Transamazônica tem trânsito quase intransponível, com eventual risco de quebras e falhas mecânicas, o que obrigará o comboio a levar um estoque de peças sobressalentes e até mesmo um mecânico para apoio.

O veículo que a advogada assumirá o volante vem sendo preparado desde o ano passado. “Desde 2019 que estamos preparando, seja com substituição de pneu especial, colocação de para-choque off-road, guincho com cabo de reserva, aumento da altura e curso da suspensão, etc.”. Até mesmo o banco traseiro será removido para a instalação de uma tela de segurança.

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