TAC 2018

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Fase 1 – O início

O aniversário de 10 anos da maior expedição Offroad do Brasil aconteceu de forma diferente, dando prioridade ao convívio do grupo e a interação dessa grande família denominada TAC. Este foi o objetivo da aventura deste ano.
Normalmente as expedições são mais aceleradas, com poucas horas de sono, muitas de condução e muito… muito trabalho! Mas, neste ano queria experimentar um novo formato, um que proporcionasse a possibilidade de aproveitar ainda mais os momentos entre os participantes. Com mais acampamentos, mais tempo para montar a estrutura e poder desfrutar da oportunidade de partir no dia seguinte sem correria.

Como o nível de preparação dos veículos vem aumentando a cada expedição, bem como, o da experiência dos condutores, a parte Offroad tem sido desenvolvida com mais agilidade e, graças a esses fatos, temos tido oportunidades ampliadas de socialização e estreitamento dos laços de amizade estabelecidos durante a TAC.
Este ano, parte do nosso grupo foi formada por novatos, uma vez que img-20180315-wa0120-copia-copyalgumas das figuras mais tradicionais do evento não puderam comparecer por causa de compromissos familiares, de trabalho ou motivo diverso.
Entre os novatos estava o Elisio de Tucumã (PA) que nos ofertou um grande presente: um hino para a TAC! Elisio compôs uma belíssima música sobre este nosso mundo Offroad de aventura! Foi memorável!
Nesta edição do evento, contabilizamos dez veículos, oito dos quais eram do tipo Toyota Hilux e, alguns, estavam sendo pilotados por participantes que já haviam integrado a TAC guiando outros modelos, mas que, ao longo dos tempos, se renderam ao desempenho e a confiança dessas viaturas.
img-20180326-wa0049-copyJá reunidos em Humaitá, observamos que no grupo havia três viaturas modelo Hilux 2004 (incluindo a famosa Rachadinha), quatro do ano 2008 até 2015 e uma 2018. Os únicos veículos de outras marcas eram a Xterra de Biju, que participa do evento pela segunda vez, e uma Mitsubishi L200 Triton, de Nhonho. Vale lembrar que a Xterra foi razão de muita zorra, inclusive na hora das fotos, onde era convidada a não participar das sessões (rsrsrs…).

img-20180318-wa0089-copia-copyNa chamada “Fase 1”, o nosso objetivo era sair de Humaitá em direção a Manicoré, porém, várias pessoas na cidade de Humaitá disseram que a estrada para Lábrea estava muito ruim, o que para nós é uma baita diversão! E, como havia muitos novatos, inclusive, alguns que já tinham participado de outras TACs, mas, não tiveram a oportunidade de conhecer Lábrea, numa votação realizada no grupo ficou decidido que iríamos alterar o roteiro trocando uma ida para Manicoré via Lábrea.

img-20180318-wa0101-copia-copyE, assim, partimos de Humaitá no final da manhã rumo à fazenda do nosso amigo Isaque, onde iríamos fazer o churrasco da confraternização para o grupo socializar. E assim foi. Nos reunimos na casa de Isaque e começamos a farra com um churrasco de porco selvagem e outras iguarias. De imediato, os participantes antigos, juntamente com a turma da organização, perceberam que o grupo era o mais tranquilo e prestativo que já havia se reunido para uma TAC. Essa impressão, rapidamente se transformou numa das pautas centrais da confraternização.

img-20180318-wa0034-copia-copyAo contrário de todas as TACs, às 23h todos dormiram ao som de uma forte chuva que veio acompanhada por uma temperatura tão agradável que chegou a fazer frio, mas, o importante mesmo era a chuva que molhava a estrada para deixar nosso dia mais divertido.
Após agradáveis horas de músicas, cervejas, carnes, muitas conversas boas e, claro, um café da manhã digno de verdadeiros reis saímos. No caminho, logo à frente, começaram a surgir pequenos atoleiros, bons desafios para os veículos bem preparados. E esse trecho foi ótimo. Fez o nosso dia muito divertido. Afinal, eram muitos atoleiros, mas passamos por eles sem grandes problemas até chegarmos a um grande onde iniciamos o nosso principal trabalho naquela estrada: desatolar veículos! Foram algumas Tritons, caminhões e até ônibus, além de alguns dos nossos carros. Graças a isso a diversão foi garantida e o espírito de companheirismo se mostrou em alta! E, por falar em espírito de companheirismo o zequinha de Elisio, Juninho, ou melhor “Junin da Burra”, foi destaque em ajudar a todos, não esquecendo também de Morrinho, zeca de Dumbo.
img-20180318-wa0087-copia-copyOs atoleiros estavam no trecho até perto da Balsa do Mucuim, depois era pista boa até Lábrea, aonde chegamos ao começo da noite com os carros sujos e todos muito felizes pela escolha do trajeto, principalmente, por ser um marco da Transamazônica.

No dia seguinte sairíamos no meio da manhã de volta a Humaitá, local aonde chegamos ao meio da noite e fomos descansar, embora não tivéssemos tido muito trabalho no retorno além de apenas duas atoladas, uma de Biju e outra de Júlio. Mas, fomos obrigados há ficarmos um tempo parados num atolador onde um caminhão com guincho tirava outros caminhões e ônibus. Porém, como nós nos sentíamos em casa, aproveitamos para fazer um churrasco, apesar do calor infernal e o perigo de estafa. Depois, foi hora de descansar, porque no dia seguinte, na hora do almoço, pegaríamos estrada em direção a Manaus pela BR 319.

img-20180315-wa0128-copia-copyLogo cedo o grupo se organizou para a lavagem dos veículos, revisão de viaturas e compras de mantimentos para a estrada. O carro de Elisio precisou fazer umas soldas na estrutura da gaiola que projetou para levar as coisas na caçamba. Fiz companhia ao Elisio e saímos um pouco depois do grupo com o plano de dormir na primeira torre depois da Realidade, cerca de 8 km à frente.

img-20180315-wa0110-copia-copyNa torre estava um funcionário da Embratel que nos ofereceu toda a estrutura, inclusive, banheiro para as mulheres. Depois, fizemos mais uma noitada de churrasco, com bebidas, muita conversa e a alegria do tocador Elisio que, junto com todo o grupo, garantiu mais uma noite fantástica para os aventureiros. Para tanto, como de costume num acampamento, acordamos cedo. Mas, até o café da manhã sair e organizarmos nossa partida, as horas voaram. Assim, nos despedimos do nosso anfitrião da torre e seguimos em direção aos Catarinas, onde nosso amigo Elisio queria conhecer o pessoal, pois já havia lido muito sobre essa família que habita a 319 a dezenas de anos, nas aventuras da TAC.

img-20180325-wa0100-copia-copyNesse trajeto da 319 resgatamos uma S10 4×2 que estava sendo pilotada por um senhor que ia para Manaus. Ele passou a nos acompanhar e atolava a viatura de metro em metro, uma vez que a 319 estava com vários atoleiros. Mas, a maioria não era muito problemático para nossos veículos e, mesmo assim, não deixava de ser uma diversão, embora puxar a S10, que nem gancho na frente possuía, estava ficando estressante, mas, nunca deixaríamos uma pessoa para trás.

Como a S10 estava nos dando muito trabalho e atrasando o comboio, o Júlio, que é piloto de rally, pegou o veículo e foi dirigindo, ou melhor, pilotando a viatura do tiozinho sem ter pena da maquina, seguindo na nossa frente enquanto nos deslocávamos em comboio os encontrando, vez outra, atolados e nos esperando para o resgate. No final do dia, na saída de Manicoré, encontrei outra S10 quebrada com problema de aquecimento, então, me ofereci para puxar até uma vilazinha, 50km adiante. Sendo assim, naquele momento, tínhamos duas S10 sobre nossa proteção. Mas, a noite seguia com muitos atoleiros enquanto nós seguíamos em frente e a Rachadinha puxando a S10 morta que mais parecia uma ancora que às vezes segurava me segurava dentro dos atoleiros. Até que houve um momento no qual não foi possível passar puxando e precisei que Dumbo a puxasse com sua Hilux, já que a “Rachadinha” atolava quando ia à frente e não podia ir de ré porque a S10 estava atolada. Saímos! E, logo depois recebemos uma belíssima surpresa da natureza: uma linda onça parda passou na frente de nosso carro em plena 319! Um privilégio de quem anda a frente do comboio, Miagui (Flávio), ficou em êxtase, afinal, era sua primeira onça ao vivo na natureza!

S20180317_163256-copyeguindo viagem chegamos ao Igapó já eram mais de 23h. Nos organizamos em um barracão e aguardamos o dia amanhecer para partir em direção a Manaus finalizando, assim, a “Fase 1” da TAC 2018 nos despedindo dos amigos, Elisio (Senhor dos Magos), Junin, Jean (Cabelinho) e Junior (Morrinho). Agora era hora de nos organizarmos para a “Fase 2”: Serra do Sol na Venezuela!

20180317_120701-copyOs melhores momentos vividos na “Fase 1” foram, indiscutivelmente, nossos acampamentos. Fizemos quatro deles com muita farra e muitas risadas. Os apelidos eram constantes, as piadas idem e Marcão, como sempre, criando diversas oportunidades de deixar a turma rindo com suas palhaçadas. Em termos de aventura a “Fase 1” nos proporcionou muitos atoleiros bons para mostrar nossas habilidades e equipamentos, além de nos dar muitas oportunidades de ajudar dezenas de pessoas pelo trajeto, fosse desatolando, rebocando ou, simplesmente, dando proteção junto ao grupo, como foi com um casal de Venezuelanos que se juntou ao nosso comboio para poder atravessar a 319 com mais segurança.

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