TAC AMAZÔNIA 2019

A TAC AMAZÔNIA, edição 2019, comemora 11 anos de idade e 14img-20190402-wa0242 expedições pela região Amazônica tendo como principal roteiro a lama da BR 319, o ramal de Democracia e a floresta amazônica do Pará.

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Os Participantes 2019

– Troller Novo com pneus 42” – Regis e Alexandre (Rio Grande do Sul)
– Troller Novo com pneus 37” – Todero (Rio Grande do Sul) e Gilberto (São Paulo)
– Troller Novo com pneus 37” – Nogueira e Clovis (Rio Grande do Sul)

img-20190402-wa0209– Troller Pneus 33” Recapados Extremo – Tony Cabaré e Ângela (Paraiba)
– Troller Pneus 33” Recapados Extremo – Rogaciano e (Paraíba)
– Troller Pneus 33” Recapados Extremo – Ellyson e Alexandre (Paraíba)
– Troller Pneus 33” – Fileno Junior (Pernambuco)
– Wrangler Pneus 33” – Arli (Rio Grande do Sul) e Flavio (São Paulo)
– Nissan Xterra Pneus 33” – Daniel Biju (Rio Grande do Norte) e Belo (Paraíba)
– Ford Ranger Pneus 33” – Jomar (Brasília) e Cláudio (Goiás)
– JIPE Frankstein Pneus 37” Recapados Extremo – Ruthery e Brendo (Pará)
– Toyota Bandeirantes Pneus 37” Recapados Extremo – André, Du e Vermelho (São Paulo)

img-20190406-wa0125Organização:

– Toyota Hilux 2008 pneus 33” – Marco Antônio (Brasília) e Ekio Pitoco (Salvador)
– Toyota Hilux 2002 pneus 33” – Sérgio Holanda (Pernambuco) e Leandro Mota (Paraíba)

O encontro

img-20190406-wa0109Na cidade de Porto Velho – Rondônia, os participantes começaram a se reunir, alguns enviaram os veículos de cegonha (os Trollers do Sul), demais vieram rodando. Aproveitando a estrutura de Porto Velho iniciamos as revisões dos veículos, até porque alguns apresentaram problemas ao longo do deslocamento, como: troca de kit de embreagem, troca do conjunto de diferencial traseiro, vazamentos de óleo e combustível, entre outras pequenas broncas e contratempos mecânicos. Além disso, o Jipe de Altamira (Frankstein), estava na SANA (oficina de Humaitá), trocando o radiador e a junta do cabeçote, além de um semi-eixo quebrado (levamos o substituto de Porto Velho).

Nesse meio tempo de serviços automotivos o grupo foi se entrosando e fazendo umas farras etílicas, até porque não é tomando leite que se faz grandes amizades! Pelo menos esse é o cotidiano de uma expedição como essa, aliás, esta de 2019 está entrando para o grupo da TAC-EE (TAC Etílica Extrema).

Início

img-20190402-wa0244 A data de partida seria 02 de abril, em Humaitá, seguindo em direção à Democracia (Manicoré), porém, o Troller de Rogaciano ainda estava em Porto Velho finalizando o conserto no seu diferencial e o Frankstein ainda sendo remontado. Como existe no regulamento o direito de conserto de 24 horas, onde o grupo precisa aguardar, peguei parte dos aventureiros que formavam o grupo que estava em Humaitá pronto para partir e liberei para irem até o Km 80 da estrada de Lábrea para brincarem um pouco no barro e almoçarem na fazenda de um amigo, o Isaque, e retornarem no final do dia. Marcão se encarregou de levar o grupo, que seguiu em uma estrada sem lama e com muita poeira até a fazenda, porém, após se organizarem para o almoço, presenciaram duas horas de chuvas no trecho e viram como uma estrada pode mudar em pouco tempo e se divertiram em um retorno com bastante lama.

img-20190402-wa0246Aproveitei o tempo de sobra em Humaitá, já que fiquei dando apoio ao Dr. Rey (apelido dado ao Ruthery proprietário do Frankstein), conseguindo o restante das peças em Porto Velho para virem com o grupo que estava por lá. Com esse tempo livre ainda mandei trocar uma coifa rasgada da homocinética do meu carro, evitando assim a entrada de lama e danos maiores, embora essa troca me custasse algumas dores de cabeça mais a frente.

img-20190402-wa0247Momentos mais tarde, o grupo retornou da estrada de Lábrea feliz com a lama que pegou na volta e o pessoal que estava em Porto Velho já estava a postos em Humaitá para partimos no dia seguinte. Porém, retomaram do passeio dois Trollers precisando de oficina, um precisando trocar amortecedores (que eram novos, porém a oficina onde foram trocados colocaram remanufaturados), e o Troller Novo apertar uma coifa que soltou a presilha, mas, precisava limpar o barro que entrara, evitando assim a quebra. Além disso, o Frankestein só estaria pronto no final da manhã e iriamos partir as 09h.

img-20190402-wa0248Deixei Marcão com o Frankestein e o Troller pra trocar o amortecedor. E o que estava com a coifa solta ficou pronto a tempo para seguir nosso grupo que iria entrar na BR 319 e acampar. Seguimos para Realidade, cidade localizada a 100km depois de Humaitá, sentido Manaus. A condução durou cerca de seis horas. Mas, demora não foi por atoleiros, afinal, dois dias de Sol fez a estrada ficar com o barro seco, mas, havia muitos buracos e por ser um comboio com 10 veículos a tocada teve que ser mais lenta. Mas, vocês devem estar se perguntando: onde está a Toyota Bandeirantes que estava na lista de participantes? Bom, infelizmente o André, que é proprietário da Bandeirante, precisou voltar com urgência para São Paulo, devido a uma internação de emergência de seu Pai. Felizmente, deu tudo certo e o Pai do André já está se recuperando da cirurgia que além de ter sido de urgência também foi muito complicada. Agora, passado o susto, temos a certeza de que no próximo ano o André e a sua Bandeirante estarão conosco para essa grande aventura que é a TAC AMAZÔNIA!

img-20190406-wa0124Em Realidade consegui falar com Marcão e acertamos que sairiam de Humaitá e dormiriam na Realidade, de onde partiriam logo cedo para nos encontrar 46 km à frente em nosso acampamento na Torre da Embratel para onde seguimos imediatamente. Chegamos ao final do dia, com tudo seco. Nada de atoleiros. Porém o dia nublado deixou a viagem mais agradável e, ao chegarmos à Torre, ainda com um resto de luz do dia, montamos nosso acampamento que foi formado por grupos distintos e acampamentos separados em “gaúchos”, “paraibanos” e os demais em outro grupo. Essa é uma prática normal quando viajamos em expedições onde existem grupos de três ou mais veículos de uma mesma região. O que não impede a farra etílica e o escambo entre tipos de comidas regionais.

img-20190406-wa0093A noite estava quente, mas, a madrugada conseguiu proporcionar uma temperatura mais agradável fazendo com que vários dormissem em redes, já que não havia nenhuma demonstração de que iria chover.
Todos de pé com o Sol, organizando o café da manhã, desmontando as barracas, arrumando tudo e lá pelas 08h30 estávamos prontos para pegar estrada e aí começou a chegar o sinal da portadora do pessoal que vinha mais atrás. Alegria geral porque o grupo finalmente iria ficar completo. Com isso, seguimos viagem, todos juntos, rumo ao próximo acampamento.

img-20190409-wa0069O trecho ficou bom de andar, pegamos algumas chuvas que nos deixaram animados e nos proporcionaram alguns pequenos atoleiros que iam surgindo pelo caminho. O interessante era que praticamente não havia movimento na estrada, depois que passamos pela fazenda dos Catarinas só nos deparamos com uma Toyota Hilux que nos ultrapassou seguindo rumo à Manaus e que, mais tarde, teria seu caminho cruzado outra vez com o nosso, dessa vez por estar atolada em um lamaçal. Mas, para nós o bom era que, mesmo com pneus Muds e guincho, os atoleiros estavam ficando bem piores!

img-20190407-wa0100Aos poucos o divertimento era cada vez maior com os atoleiros até que fiquei sem tração dianteira, havia passado dois atoleiros com um pouco de dificuldade e em um maior descobri o porquê, minha homocinética direita, onde fora trocada a coifa, estava solta. Lembra quando falei no começo do texto que iria ter dor de cabeça? Pois é! A primeira foi no começo do deslocamento entre Humaitá e Realidade, Leandro escutou um barulho estranho na roda e descobrimos que a minha pinça de freio do lado direito estava folgada. Tiramos a roda e constatamos que um parafuso de fixação da pinça de freio havia caído e que o outro estava prestes a cair, ou seja, após a troca da coifa, o mecânico esqueceu, durante a remontagem, de apertar esses parafusos. Por pouco a bronca não foi grande uma vez que a queda da pinça poderia ter danificado outras partes do veículo, deixando-o até incapaz de prosseguir viagem. Pois bem, parafuso substituto arrumado na caixa de parafuso de Biju e voltamos a rodar. Voltando a homocinética, depois de ser puxado pelo guincho para fora do atoleiro e de atravessar mais dois atoleiros cintado no Troller do Todero e uma vez no Wrangler do Arli, além de ter passado com pé no acelerador nos demais, resolvi que iria desmontar a homocinética no próximo acampamento.

img-20190406-wa0122O dia foi bem divertido com vários atoleiros e, por fim, seguimos em busca do próximo local de acampamento. Mas, na verdade, meu objetivo era acampar as margens do Rio depois do km 15 na estrada de Manicoré, mas estávamos ainda longe e já rodando à noite. Paramos em uma Torre que é utilizada de apoio para o pessoal da Embratel e pedimos pouso ao responsável pela segurança da Torre, que foi altamente solícito em nos deixar dormir no local, além de nos fornecer banheiro para quem precisasse e uma bomba com água do poço para nos banharmos no lado de fora. O bom foi que pude tirar um pouco do barro na roda e na área próxima a homocinética, para então, desmontar. Eu e Leandro começamos a desmontar o conjunto e, depois, veio o Brendo, que é mecânico, está viajando com Dr. Ray, deu maior apoio e sacou a homocinética para só então, descobrirmos o problema: a trizeta havia sido montada sem travar direito, por isso a homocinética estava desacoplada. Tudo limpo, graxa reposta, trava, homocinética no local, todos já dormiam e à 01h da madrugada eu e Leandro fomos tomar banho e cairmos em nossas respectivas redes para um cochilo. Se bem que conseguir dormir com Leandro roncando é quase uma tarefa impossível, acho que por isso só consigo dormir em média três horas por noite. Às 03h da madrugada caiu uma chuvinha fina e a temperatura baixou, exigiu até um lençol.

img-20190412-wa0086Dia amanhecido, começa aquele movimento de desmontar barraca, fazer café e ai lá se vão duas horas até todos estarem prontos para partir. A gauchada é muito organizada nessa questão de acampamento, praticamente levam uma casa nos carros e com toda paciência do mundo montam e desmontam toda estrutura. Todos na estrada, seguimos por mais alguns atoladores até a entrada do ramal de Democracia. No começo já tem atoleiros grandes, mais divertimentos e, lá perto do meio dia, chegamos ao Rio da reserva florestal, onde o pessoal da Paraíba, junto com Biju, a turma que gosta de comer e beber muito, parou no rio e começou a se mobilizar para um almoço. Os demais foram em frente até a grande vala que se abrira na estrada para estudar como transpor.

img-20190419-wa0199Insubordinação

O ato de parar parte do comboio sem autorização é um ato contra o regulamento da expedição, normalmente isso acontece quando se anda em grupo dentro de uma expedição. Totalmente fora do contexto de parceria e espírito de companheirismo. Este fato fez com que quem estava na frente cavando a vala e trabalhando para transpor o obstáculo ficasse, com toda razão, com sentimento de revolta. Ao final, abri uma votação sobre seguir em frente para Democracia transpondo o obstáculo ou abortar e ficar na beira do rio tirando um dia de diversão e relaxamento, após mais de 300 km de estrada ferrada e duas noites de acampamento sem muito conforto. Votaram em aproveitar o dia. Confesso que fiquei muito decepcionado e irritado, mas respeitei a decisão da maioria.

img-20190419-wa0241Fiquei um tempo parado observando o desafio que estávamos deixando para trás, puto! Retornei ao encontro do grupo no rio, todos na maior farra, o álcool corria solto, vinho, cachaça, cerveja, até champanhe e muita comida. Recebi de presente uma Paca, já limpa e dois frangos caipiras, peguei os bichos e preparei o molho para assar ambas as carnes. Para os miúdos e pés dos frangos, Leandro preparou uma farofa, enquanto isso, o gaúcho Alexandre assava umas picanhas. Os frangos foram pro espeto no fogo do carvão. Com a Paca a coisa foi um pouco diferente, afastada do carvão, apenas recebendo o calor até cozinhar um pouco e depois o couro direto para queimar a puruca, sendo constantemente banhada na cachaça. Só quem comeu sabe o quanto ficou bom. Confesso que estava menos chateado após umas cervejas, mas uma coisa é certa: insubordinação nunca mais!

img-20190419-wa0279A farra foi relaxante, mas perdemos a oportunidade do desafio, afinal esse era o objetivo, uma coisa é certa, na próxima vez ficará bem claro que a família TAC é grande, existe a farra, a festa, mas aqui o objetivo é o desafio e para quem pensar em vir somente pela farra e querer fugir do obstáculo, pode ter certeza de uma coisa: “aqui não é a Disneylândia” (palavras do grande baiano Bocca). A raiva passou… Mas, a frustração não!

Saímos do rio em direção ao Igapó-açu para pernoitar e no dia seguinte chegarmos ao Castanho, lavar os carros e, no domingo, em Manaus, mantendo o cronograma em dia.

img-20190419-wa0154O caminho até o Igapó foi cansativo, atoleiros à noite, buracos, cansaço da farra e do banho de rio, além disso, um clima estranho no rádio, afinal, onde se tem muita cachaça também tem muito bêbado falando merda e criando confusão. Apesar da farra no rio não foi um bom dia! Definitivamente não foi pelo menos pra mim, seja pelo aborto do desafio, seja pelas merdas no rádio.

Por fim, chegamos ao Igapó e do jeito que foi possível alguns se acomodaram em uma pousadinha bem simples e os demais acamparam. No dia seguinte, acordamos cedo e seguimos para o Castanho, lavar os veículos que tinham lama até dentro do painel, para só então nos organizarmos para cumprirmos o cronograma: domingo, Manaus. Segunda e terça, revisão nos veículos. E quarta, seguimos de balsa para o Pará e vivermos a segunda parte da TAC AMAZÔNIA 2019!

img_20190402_225556_750 img_20190403_074023_631 img_20190407_211224_697 img_20190408_125903_684 img_20190408_194458_710 img_20190409_053433_996 img_20190409_110238_687 img_20190412_073036_758 img_20190412_212619_197 img_20190417_071107_176 img_20190419_092307_805 img_20190420_083129_830 img_20190421_144547_198 img_20190422_075241_506 img_20190422_175617_886

Incoerência com o programa

img-20190409-wa0109 O cronograma estava em dia, domingo de relaxamento, segunda e terça de revisão e preparação para a balsa e quarta-feira embarcar na balsa para o Pará. Porem no próprio domingo iniciou-se uma conversa paralela de que ficar três dias “fazendo nada” seria perda de tempo. “Fazer nada” é um pensamento egoísta de uns, que não querem aguardar a revisão dos veículos que precisam e falta de espirito aventureiro de outros, que poderiam aproveitar o tempo para conhecer Manaus e lugares adjacentes com suas belezas e história. Na segunda-feira, após organizar as oficinas para os veículos que precisavam de reparo meu whatsapp não para um minuto, alguns dizendo que iriam pegar um barco antes, que iriam voltar pela 319, que isso que aquilo, que ligavam para as empresas de barcos e tinham barcos e balsas saindo todos os dias e que era um absurdo ficar esperando e etc e tal!

img-20190419-wa0145Resumindo, por mais que se fale que a coisa não é tão simples de sair de Manaus, a não ser pegar novamente a 319 e mesmo assim o pessoal não pensa no tempo que perderia neste retorno e no final perderiam mais tempo e sairiam de sua programação. O grupo de gaúchos mesmo mudava de ideia a cada 10 minutos, pareciam cegos em um tiroteio. Resumindo, cancelei a balsa de quarta-feira e fui atrás de outra balsa ou barco que pudesse carregar nossos carros e consegui um para a terça às 9:30h e ai começou a correria para aprontar os veículos, meu amigo Evandro, mecânico profissional e altamente desenrolado trabalhou até de madrugada para entregar os veículos e ainda escutei gente reclamando que estava saindo na correria, que seria bom ficar mais um dia! Pois é, são essas situações que precisamos lhe dar algumas vezes, embora fora a primeira vez que tive este tipo de problema, de gente querendo mudar cronograma e criando confusão!

img-20190412-wa0032Todo arrumado, todos no porto ás 9:30hs e após um chá de cadeira e alguma confusão no embarque, todos os veículos e o grupo estavam prontos pra seguir viagem para Juruti –PA. Conseguimos três cabines e com isso um pouco de conforto pro grupo, mas a maioria dormiria em redes com demais passageiros. Como sempre uma bela viagem pelo Rio Amazonas, muita farra e noite de tempestades e muitos troncos batendo no casco, trivial para quem navega no Amazonas.

Chegamos a Juruti no começo da manhã, de cara uma sacanagem do comandante do barco, nos largou em um porto privado e tivemos que pagar para sair. Tudo resolvido compra de bebidas, comidas, gelo e seguimos para estrada em direção a Cachoeira do Aruã, nosso objetivo naquele dia.

img-20190419-wa0120A trilha para cachoeira sempre foi um desafio de lama, mata fechada e erosões, porém haviam aberto a trilha e foi um passeio de 120km até chegarmos no final do dia e nos instalar na pousada Recanto Aruã, bem simples, mas com uma estrutura de camping e área de lazer com uma piscina natural da cachoeira. Farra foi boa, mas previsão de saída ás 6:00hs fez com que ás 5:00hs Jomar começasse a acordar a turma. Café da manhã tomado, 6:15hs pegando estrada em direção a Itaituba.

img-20190412-wa0108O trajeto sempre foi tranquilo até um pedaço de acesso as madeireiras, com estrada larga e boa de rodar, embora muito escorregadia o que deixava divertida a rodagem, com alguns rodando e indo capinar mato e passar a centímetros das arvores. Frear repentinamente era um festival de derrapagens.

img-20190412-wa0018 Como parte do trecho estava tão alagado, com poças de lama diluída com mais de 1,30 metro de profundidade, o que acarreta alguns problemas como entupimento dos radiadores e sai penetrando nos diferenciais dos Trollers, mudei uma parte do trajeto, que adiantou um pouco nosso caminho para Itaituba.

img-20190412-wa0022Chegamos no trecho da mata totalmente fechada, não seria um trajeto muito longo este ano, afinal os madeireiros abriram bastante as estradas, mas mesmo assim estamos falando de mais de 80 km de picada na mata fechada com arvores caídas e muitas erosões perigosas nas descidas e subidas dos morros. Nem toda região amazônica é plana e nas estradas abandonadas quando começam as chuvas, as descidas ficam completamente erodidas pelas chuvas, o que dificulta bastante a descida e a subida, deixando a trilha muito técnica e com muito trabalho braçal de enxadas e pás, além de algumas pontes a serem refeitas, ou seja, uma verdadeira trilha offroad de nível pesado.

img-20190412-wa0028Entramos na mata fechada ainda no começo da manhã e seguimos os desafios de arvores caídas, erosões e atoleiros e saímos desse trecho ás 19:00hs, ou seja, foram quase 10 horas para atravessar 80km de trilha, uma bom desenvolvimento para 12 veículos, mas graças ao trabalho em grupo e uma dose de sorte no numero de arvores caídas. Mas ainda tínhamos 100km de estradão pela frente até Itaituba, o que levou mais umas 3 horas de estrada boa, mas lenta devido ao cansaço da turma. Porém conseguimos fazer o trecho entre 6:15 e 22:00hs. Para quem não estava acostumado com uma puxada dessas foi bem cansativo, para nós foi até tranquila, já fizemos mais de 24 horas de trilha sem parar, acho que estou ficando de coração mole, ou talvez velho e cansado mesmo.

img-20190419-wa0110Café da manhã, grupo reunido, despedidas, abraços, cada um tomando seu rumo e estava finalizada mais uma TAC Amazônia. Trabalho finalizado, todos felizes, entre mortos e feridos, todos sobreviveram!

Esperava mais atoleiros, esperava mais lama, mas os tempos mudaram, aliás, o tempo mudou, mesmo quando chove muito, como choveu este ano, não se chove dias sem parar e os desafios ficam mais fáceis para nossos veículos preparados, mas a aventura é sempre fantástica e com muitas surpresas, o que faz de cada TAC Amazônia uma grande aventura e de todos que participam uma grande família.

img_20190413_222335_794Quero agradecer a todos que participaram e colaboraram com o sucesso da TAC Amazônia 2019, aos participantes como o Todero, que ajudou nos grandes atoleiros, aos responsáveis pelas imagens (Flávio e Bello), ao Brendo (que deu apoio mecânico em horas especiais), aos negociadores do nosso trajeto de retorno, que foi outra aventura (Angêla, Afonso e Flávio), ao Cláudio (que na mata operou a motosserra com maestria e a enxada) e a todos os demais que em algum momento mostraram suas qualidades. E um agradecimento especial aos meus companheiros de 9 anos de TAC e que hoje são responsáveis também pelo sucesso dessa aventura, além do Ekio Pitoco que trouxe muita alegria e diversão como Diretor de Entretenimento da TAC 2019.

Sérgio Holanda

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